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Belém, Pará - AMAZÔNIA, Brazil
Possui Doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aquática e Pesca do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Pará. Mestrado em Gestão dos Recursos Naturais e Desenvolvimento da Amazônia pelo Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (2012), é Licenciada em Ciências Biológicas pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional do Pará (2010). Tem experiência com pesquisas em ecossistema de manguezal na costa do Pará, com ênfase em Ecologia Humana levando em consideração os conhecimentos tradicionais da população pesqueira extrativista e suas relações com o meio ambiente. Atualmente faz pesquisa junto à população pesqueira na região do lago de Tucuruí/PA em duas Unidades de Conservação, especificamente nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Alcobaça e Pucuruí-Ararão com objetivo de fomentar a conservação ambiental e consequentemente o desenvolvimento sustentável na Amazônia Paraense. Natural de Vila do Carmo/Cametá/Pará/Amazônia/Brasil.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Um pouco mais sobre a Tese - LAGO DA USINA HIDRELÉTRICA DE TUCURUÍ

Banca de QUALIFICAÇÃO DE DOUTORADO: NEILA DE JESUS RIBEIRO ALMEIDA-

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA AQUÁTICA E PESCA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa. 
DISCENTE: NEILA DE JESUS RIBEIRO ALMEIDA-
DATA: 19/03/2014
HORA: 10:00
LOCAL: Auditório Dr. João Paulo Mendes - ICB.
TÍTULO: ECOLOGIA HUMANA e ETNOCONHECIMENTO: CARACTERIZAÇÃO DA PESCA NA RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ALCOBAÇA, LAGO DE TUCURUÍ/PA
PALAVRAS-CHAVES: Pesca. Lago de Tucuruí. Etnoconhecimento. Unidade de Conservação.
PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Ecologia
SUBÁREA: Ecologia de Ecossistemas
RESUMO: RESUMO A pesca na Amazônia é uma das atividades socioeconômicas mais importantes para a população que habita essa área do planeta, pois além de constituir fonte de alimento, gera renda obtida através da comercialização do pescado (ALVES e BARTHEM, 2008; ALMEIDA, 2006; SANTOS e SANTOS, 2005; CAMARGO e PETRERE, 2004; ISAAC et. al.,1996). A atividade da pesca é marcada pelo conhecimento que os pescadores possuem sobre os ecossistemas aquáticos desenhando e redesenhando, no transcorrer de gerações, o saber e o saber fazer da arte de pescar (DIEGUES e ARRUDA, 2001; CHERNELA, 1997; FURTADO, 1993; MANESCHY, 1993). Esta pesquisa trata da relação entre seres humanos, o ambiente e os recursos pesqueiros em unidade de conservação (UC), tendo como instrumento analítico as abordagens da ecologia humana e do etnoconhecimento relativos aos pescadores do lago de Tucuruí, no estado do Pará, especificamente nas comunidades de Cametá, Boa Vida, Ouro Verde e Água Fria localizadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Alcobaça (RDS ALCOBAÇA). O projeto de pesquisa tem como problema central a seguinte questão: Como, diante da dinâmica das águas, controladas pela ação humana (abrir e fechar das comportas) se define, redefinem e redesenham as relações dos pescadores com o ambiente, os modos de uso dos recursos pesqueiros e os saberes envolvidos nesse processo, na RDS Alcobaça? Em que medida, novos saberes se instalam e se alteram diante do movimento das águas, que no caso do reservatório encontra-se relacionado às escolhas técnicas para a vazão do lago e em que medida essa população encontra-se adaptada a esse processo e tem compreensão sobre o mesmo? Assim, este trabalho tem como objetivo principal descrever e analisar como, diante da oscilação das águas do reservatório originadas na ação humana (abrir e fechar das comportas da usina), saberes e práticas dos moradores da RDS Alcobaça se redefinem, redesenham e alimentam, no processo de acesso e uso dos recursos pesqueiros. Busca, ainda, analisar e descrever o ambiente, especialmente no que se refere à dinâmica das águas, parcialmente controlada pelas ações da Eletronorte, e seus desdobramentos ambientais. Os objetivos específicos se detalham em: identificar as principais relações que os pescadores têm com o ambiente, sua dinâmica, especialmente considerando os recursos pesqueiros; verificar os modos de uso locais, a partir do acesso e da utilização dos recursos pesqueiros; identificar o conhecimento local sobre a ictiofauna evidenciando como as espécies são classificadas e usadas no cotidiano, assim como descrever quais as técnicas e apetrechos de pesca utilizados para captura das mesmas; verificar o conhecimento local sobre o recurso pesqueiro encontrado no lago, pautado nos saberes e nas práticas tradicionais da população pesqueira; descrever o cenário da RDS na perspectiva socioambiental investigando como a população pesqueira interage com a gestão da reserva Alcobaça. Nos procedimentos metodológicos será utilizado o método survey na coleta de dados relativos às atividades da pesca, pois de acordo com Gil (1989) este método permite que o pesquisador tenha possibilidades de conhecer a realidade das pessoas, seus comportamentos e preferências. Tal método busca, ainda uma abordagem e desdobramentos marcados por um fazer etnográfico capaz de capturar subjetividades, percepções e imponderáveis do cotidiano dessas populações, levando em conta a preocupação de descrever as práticas culturais (GEERTZ,1987; MALINOWSKI, 1922). Portanto, este trabalho parte da hipótese de que os saberes e práticas tradicionais dos pescadores do lago de Tucuruí estão diretamente ligados ao acesso e uso dos recursos pesqueiros e sofrem constantes alterações originadas na oscilação das águas imposta pelas decisões técnicas da Eletronorte sobre a abertura das comportas. Mesmo diante dessas fortes oscilações dos níveis da água que impõem mudanças na disponibilidade do recurso pesqueiro, essa população se adapta, apresentando uma forte plasticidade entre conhecimento, prática e dinâmica ambiental. Assim, esta pesquisa dividi-se em cinco capítulos, como se segue: o primeiro apresenta uma abordagem mais ampla, introdutória, sobre o interesse pelo estudo evidenciando os problemas, hipóteses, objetivos, metodologia e caracterizando a área de estudo. O segundo capítulo apresenta o levantamento sobre o ambiente e a ictiofauna de cada comunidade fazendo abordagens sobre o conhecimento que os pescadores têm sobre o lago e a biologia do pescado. Na sequência o terceiro capítulo busca sistematizar a pesca identificando os saberes e práticas tradicionais que marcam a atividade pesqueira. O quarto capítulo analisa o cotidiano do pescador, seus modos de vida e as necessidades básicas de sobrevivência no lago. O quinto capítulo discorre sobre os cenários socioambientais a partir das análises dos atores envolvidos na gestão da reserva Alcobaça. Finalmente as considerações finais são tecidas apresentando a resposta da pergunta central da pesquisa, ao mesmo tempo que articula, de forma sistematizada, os dados apresentados no transcorrer do trabalho. 
MEMBROS DA BANCA: 
Presidente - 3185045 - VOYNER RAVENA
Interno - 078.105.802-30 - RONALDO BORGES BARTHEM - UFPA
Externo ao Programa - 2178252 - ARIADNE DA COSTA PERES
Externo ao Programa - 2153549 - DENISE MACHADO CARDOSO
Externo ao Programa - 2223661 - SERGIO CARDOSO DE MORAES
Externo ao Programa - 6672418 - SONIA MARIA SIMOES BARBOSA MAGALHAES SANTOS

domingo, 1 de junho de 2014

TODO DIA É DIA DO MEIO AMBIENTE





O Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972 marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano. 

Celebrado anualmente desde então no dia 5 de Junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente cataliza a atenção e ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental. 

Os principais objetivos das comemorações são:
1. Mostrar o lado humano das questões ambientais; 
2. Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável; 
3. Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais; 
4. Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.


Fonte: http://www.ipc-undp.org/dmma/evento.htm

quinta-feira, 8 de maio de 2014

PESCADORES DO LAGO DE TUCURUÍ - Gestão da Reserva de Desenvolvimento Sustentável ALCOBAÇA

Acordos de Pesca na Unidade de Conservação - Reserva de Desenvolvimento Sustentável, Lago de Tucuruí: Pescadores (as), SEMA (estadual e municipal - Tucuruí), Sepaq. e Eletronorte.


Regras:
- Proibição da pesca de pirarucu por um período de cinco anos;
- Restrição ao uso de até cinco canoas por cada pescador nas atividades de rotina;
- Limitação da pesca do mapará, captura da espécies a partir de 40 cm.


Quais os desdobramentos desses acordos de pesca partindo de uma avaliação da Ecologia Humana e do Etnoconhecimento, considerando as interações dos pescadores da reserva com os recursos pesqueiros?



                                          Apetrechos de pesca, lago de Tucuruí- RDS Alcobaça.
                                          Fonte: Neila de Jesus R. Almeida, 2013.



                                          Moradia de Pescador, lago de Tucuruí- RDS Alcobaça
                                          Fonte: Neila de Jesus R. Almeida, 2013.


Da Agência Pará: Notícias Atualizado em 06/05/2014 - 12:31:00
As Secretarias Estaduais de Pesca e Aquicultura (Sepaq) e do Meio Ambiente (Sema) revalidaram o Acordo de Pesca com onze comunidades da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Alcobaça, que fica no entorno do Lago de Tucuruí, sudeste do Estado. Pelo Acordo de Pesca ficam definidas as regras para exploração da atividade, de forma organizada e com a preservação do meio ambiente, pelos pescadores da região.
As comunidades de São Pedro, Rio Jordão, Cajazeira Grande, Pedra Branca, Agua Fria, Piquiá, Mocaba, Acapu I, Acapu II, Cajazeirinha e Mururé se comprometeram a cumprir todos os itens acordados. Entre as regras estão a proibição da pesca de pirarucu por um período de cinco anos; a restrição ao uso de até cinco canoas por cada pescador nas atividades de rotina, e a limitação da pesca do mapará, peixe com produção abundante no lago, a espécies a partir de 40 cm.
A Minuta do Acordo de Pesca agora está sendo finalizada e será publicada em forma de decreto pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. A Sepaq ficará responsável por ações de políticas públicas que devem ajudar as famílias dos pescadores no desenvolvimento do setor no Lago de Tucuruí. “O objetivo desse trabalho é garantir que os pescadores dessas comunidades tenham uma fonte de renda, mas que tudo seja feito dentro do conceito de sustentabilidade. Eles precisam preservar as espécies de peixes da região e todo ecossistema do lago”, explica o engenheiro de pesca da Sepaq, Átila Brandão.
O Acordo de Pesca com a Reserva de Desenvolvimento Sustentável também contou com a participação da Eletronorte e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Tucuruí.
Link: http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=101110

sábado, 15 de fevereiro de 2014

ALGUMAS PRODUÇÕES SOBRE SOCIEDADE & AMBIENTE

Prezados,
Abaixo estão alguns links, que poderão ajudá-los nas pesquisas sobre sociedade e ambiente. Mais precisamente na área da zona costeira do estado do Pará e no reservatório formado a partir da implantação da usina hidrelétrica de Tucuruí\PA, ambas sobre populações locais e conservação dos ecossistemas.

IV REUNIÃO EQUATORIAL DE ANTROPOLOGIA e XIII REUNIÃO DE ANTROPÓLOGOS DO NORTE E NORDESTE, FORTALEZA-CE, 2013.
TÍTULO DO ARTIGO: ETNOCONHECIMENTO E POLÍTICAS PÚBLICAS EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO LAGO DE TUCURUÍ\PA. 
LINK: http://www.reaabanne2013.com.br/anaisadmin/uploads/trabalhos/9_trabalho_000777_1373913422.pdf

VI ENCONTRO NACIONAL da ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM AMBIENTE E SOCIEDADE (ANPPAS), 2012.
TÍTULO DO ARTIGO: CONSERVAÇÃO DO ECOSSITEMA MANGUEZAL, A PARTIR DOS MODOS DE USO PELA COMUNIDADE EXTRATIVISTA DA VILA SORRISO, SÃO CAETANO DE ODIVELAS/PA.
LINK:
http://www.anppas.org.br/encontro6/anais/ARQUIVOS/GT5-75-11.pdf

REVISTA MOVENDO IDEIAS - Vol. 17, Nº 1 - JANEIRO A JUNHO de 2012 
TÍTULO DO ARTIGO: SABERES E SUSTENTABILIDADE NO MANGUEZAL DE SÃO CAETANO DE ODIVELAS/PA.
LINK:
http://www.unama.br/editoraunama/download/revistami/mi_v17_n1_2012/resumos_pdf/mi_v17_n1_2012_resumo_1.pdf

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DOS RECURSOS NATURAIS E DESENVOLVIMENTO LOCAL - PPGEDAM/NUMA/UFPA, 2012.
TÍTULO DA DISSERTAÇÃO: SABERES E PRÁTICAS TRADICIONAIS: POPULAÇÃO PESQUEIRA EXTRATIVISTA DA VILA SORRISO-SÃO CAETANO DE ODIVELAS∕PA. 
LINK:
http://www.ppgedam.ufpa.br/download/disserta/dissertacoes2010/dissert_NEILA_JESUS.pdf

V ENCONTRO DE REDES DE ESTUDOS RURAIS- BELÉM/PA, 2012
TÍTULO DO ARTIGO: O MANGAL FICA MUITO BATIDO: VISÃO DA UTILIZAÇÃO DO MANGUEZAL PELO PESCADOR DA VILA SORRISO, SÃO CAETANO DE ODIVELAS/PA.
LINK:
http://www.redesrurais.org.br/sites/default/files/O%20mangal%20fica%20muito%20batido%20vis%C3%A3o%20da%20utiliza%C3%A7%C3%A3o%20do%20manguezal%20pelo%20pescador%20extrativista%20da%20Vila%20Sorriso.pdf

EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM AÇÃO, Nº41., 2012
TÍTULO DO ARTIGO: Avicennia schaueriana Stap & Leech. ex Mold. e Rhyzophora mangle L.: CONHECIMENTO E CONSERVAÇÃO DA FLORA DE UM ECOSSISTEMA ODIVELENSE.
LINK:
http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=1262&class=02

XXVIII REUNIÃO BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA, SÃO PAULO, 2012.

TÍTULO DO ARTIGO: SABERES E PRÁTICAS COMO FORMA DE AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA ENTRE OS CATADORES DE CARANGUEJO DA VILA SORRISO, SÃO CAETANO DE ODIVELAS/PA. 
 LINK:
http://www.portal.abant.org.br/index.php/2013-04-20-13-57-45/2013-04-20-13-57-11?id=210

III REUNIÃO EQUATORIAL DE ANTROPOLOGIA e XIV REUNIÃO DE ANTROPÓLOGOS DO NORTE E NORDESTE, BOA VISTA- RORAIMA, 2011.
TÍTULO DO ARTIGO:POPULAÇÕES TRADICIONAIS E CONSERVAÇÃO DE ECOSSISTEMA.
LINK:
http://ufrr.br/rea2011/index.php?option=com_phocadownload&view=category&id=11&Itemid=251

terça-feira, 3 de setembro de 2013

3 DE SETEMBRO DIA DO BIÓLOGO




Em 03 de setembro de 1979, foi sancionada a Lei n.º 6.684, pelo então Presidente da Republica João Baptista Figueiredo, a qual regulamentou a Profissão de Biólogo e criou o Conselho Federal de Biologia - CFBio - e os Conselhos Regionais de Biologia – CRBios, definindo-os, em conjunto, como autarquia federal com personalidade jurídica de direito público, à semelhança dos demais conselhos profissionais já existentes. As Associações de Biólogos em atividade na época da regulamentação da profissão convencionaram estabelecer a data da sanção dessa Lei como Dia Nacional do Biólogo - 03 de setembro. (Fonte: Conselho Federal de Biologia)

Uma homenagem a todos os biólogos que lutam para preservar e conservar todos os seres vivos!!!! Parabéns a todos nós Biólogos!!!!



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

GESTÃO AMBIENTAL



E Em função de uma maior conscientização das questões ambientais de um modo geral, principalmente em razão do fenômeno das mudanças climáticas, hoje está adequadamente consolidada a responsabilidade dos portos organizados e demais instalações portuárias em implementar um Sistema Integrado de Gestão Ambiental (SIGA) que seja compatível com os padrões internacionais de valorização do meio ambiente, nele, obviamente, inserido o elemento humano.
A Gestão Ambiental é definida pela Resolução Conama nº 306/2002 como: "Condução, direção e controle do uso dos recursos naturais, dos riscos ambientais e das emissões para o meio ambiente, por intermédio da implementação do sistema de gestão ambiental". No processo de gestão ambiental, a Autoridade Portuária planeja e executa ações de valorização do meio ambiente, adotando medidas preventivas e de reversão de impactos ambientais provocados por suas operações portuárias, otimizando do uso dos recursos naturais, promovendo o monitoramento e o controle ambiental da atividade, para citar algumas.
A gestão ambiental é um processo contínuo e adaptativo, que se inicia no seio da própria organização, no momento em que ela define (e redefine) seus objetivos e metas, bem como implementa ações relativas à qualidade de seus produtos do ponto de vista ambiental (sustentabilidade). Esse processo inclui a satisfação dos clientes e da comunidade envolvida nesse processo, que tem como finalidade primordial a proteção dos recursos naturais e garantia de saúde e segurança ocupacional de seus empregados.
Um compromisso dessa natureza deve ser materializado na organização, sejam elas companhias, corporações, firmas, empresas ou instituições, por meio de missões, políticas, planos e programas, além de práticas administrativas e operacionais, que resultem na eliminação ou minimização de impactos e danos ambientais decorrentes da implantação, operação, ampliação, realocação ou desativação de empreendimentos ou atividades, incluindo-se todas as fases do ciclo de vida do seu “produto”, no caso aquaviário, o transporte, trânsito e/ou processamento de cargas.
Adaptado da Agência Nacional de Transportes Aquaviários
Aos meus alunos da Pós em Gestão Ambiental.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Hidrelétricas na Amazônia

O governo parece não ter aprendido nada com o aumento dos desmatamentos em torno das hidrelétricas em construção. No início deste ano, a presidente reduziu, por meio de Medida Provisória, 105.000 hectares de cinco UCs no Pará para facilitar a construção de hidrelétricas na bacia do Rio Tapajós. O Congresso converteu a MP em lei em junho deste ano (2012).

Assim, se o governo continuar desprezando a boa gestão ambiental, a energia hidrelétrica será manchada de cinza em vez de limpa.

A insistência do governo em hidrelétricas contraria alguns especialistas, que argumentam que seria possível reduzir o crescimento da demanda por meio de investimento em eficiência energética, além de melhorar o aproveitamento das hidrelétricas já existentes (repotenciação) e ampliar a geração usando outras fontes renováveis e mais limpas como a solar e a eólica.


         Hidrelétrica de Tucuruí



“Não há planejamento energético no Brasil. Há balcão de negócios” (Célio Bermann).

Fonte: Eco